segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Quadrilha que fraudava Enem foi alvo de operação da PF em MG, CE e BA.

As investigações duraram 15 dias e demonstraram que o foco do grupo era voltado para os candidatos que queriam entrar em faculdades de Medicina públicas e particulares. Mas a organização demonstrava interesse em atuar também em concursos públicos.
“Os lideres da organização, via de regra, são estudantes de Medicina que conhecem pessoas habilitadas em todos os conteúdos do Enem. Eles contratam essas pessoas, conhecidas como os pilotos, que realizam a prova da disciplina que têm conhecimento. Passado algum tempo, eles saem desses locais e levam até a base [hotel], onde os líderes repassam para as demais pessoas beneficiárias do esquema”, explica Marcelo Freitas.
 
A PF apurou que um dos pilotos, além de repassar o gabarito para os líderes da organização, ainda usou uma falsa identidade e fez a prova no lugar de outro candidato.
Ainda de acordo com a PF, como as ordens das questões das provas era diferente, quem passava o gabarito falava uma expressão do enunciado e outra expressão que constava em uma das alternativas, assim o candidato conseguia identificar a questão e resposta correta.

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