segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

O exílio no fim da carreira e o drama do câncer

 Roberto Filho/Fotoarena
Em depoimento ao UOL, a atriz Inês Ghalvão conta como foram os últimos anos de Luís Carlos Tóffoli, o Gaúcho, atacante ídolo das torcidas do Flamengo e do Palmeiras nos anos 1980 e 1990, desde a aposentadoria dos gramados até morte por câncer de próstata em março deste ano, depois de ter sido declarado curado por um médico com um tratamento supostamente revolucionário. Leia abaixo:
"Quando o Gaúcho parou de jogar quis sair do Rio de Janeiro. Achou que ia ser bom viver um pouco fora de
onde viveu os melhores momentos da carreira. Como ele amava o Pantanal, tinha escolinha de futebol em Campo Grande, fomos para lá. Depois de uns anos nos mudamos para Goiânia, nós tínhamos uma fazenda no interior de Goiás.
Foi nessa época que descobrimos o câncer. Em 2008 se não me engano. No começo foi um baque, mas nos primeiros anos deu tudo certo. Assim que recebeu o diagnóstico ele fez uma radioterapia e depois entrou no tratamento 

Promessa de cura no Paraguai surge como milagre

"Na época ele estava com uns 48 anos, morreu aos 52. Quando descobrimos o câncer ele tinha 45. Eu dizia para ele: você está vivo cara, vamos agradecer aos céus! Mas ele não se conformava. Dizia, ?eu vou me curar, você vai ver só." Aí veio uma médica que a gente conhecia lá em Goiânia, com o papo desse médico no Paraguai... Quando a gente está desesperado, não questiona tanto as coisas.
Ela dizia que o cara tinha a cura do câncer. Quando ouviu a história, o Gaúcho ficou muito animado. Fazia anos que não via ele empolgado daquele jeito. Fez contado com o médico em Ciudad Del Leste e começou a organizar a ida para lá.
O Gaúcho ficava louco com todo mundo que falava contra a ideia de ir fazer o tratamento no Paraguai. As pessoas começaram a falar para eu não deixar, tentei convencer ele a não ir, mas não adiantou. Ele estava decidido e a única coisa que eu podia fazer era ir junto, não podia deixar ele sozinho.
Pegamos as meninas e fomos de carro até lá. Já na chegada achei estranho: era uma clínica geriátrica, dizia a placa. Um prédio baixinho de escritórios, dentro de um condomínio residencial, não me inspirou confiança. Não parecia algo de primeiro mundo, revolucionário. Mas como ele estava empolgado, não falei nada. Entramos e não havia outros pacientes."

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