
O
goleiro Bruno nem mal saiu da Apac de Santa Luzia, em Minas Gerais, onde
cumpria pena desde 2015, e já vê seu nome circulando no mercado da bola. Um dos
clubes que confirmou interesse pelo atleta, atualmente vinculado ao Montes
Claros-MG, foi o Penarol-AM, equipe que disputa a Série B do Campeonato
Amazonense, mas que já garantiu acesso à elite
estadual.
O
diretor de futebol do Leão da Velha Serpa, Sérgio Rodrigues, disse que o
entusiasmo existe, mas até agora não há nada de oficial. De acordo com o
dirigente, o objetivo é elevar o marketing do clube e, para isso, ”não serão
medidos esforços”.
– Há
cinco equipes interessadas. Aproveitamos que ele está no mercado e não vamos
medir esforços para contratá-lo. Flamengo e Vasco comandam o Amazonas, e o
nosso objetivo é elevar o marketing do clube. Vamos tentar contar com ele
agora, que ainda não está muito valorizado – disse.
Na
noite de quinta-feira, o ministro Marco Aurélio concedeu habeas corpus
impetrado pela defesa do jogador, e Bruno saiu do presídio ainda nesta
sexta-feira. O problema é que o habeas corpus ainda vai ser julgado pelo STF.
Se for negado, Bruno terá que voltar para a prisão. Rodrigues, no entanto, não
dá importância ao imbróglio.
–
Ele está solto com alvará de soltura. Se arranjar um emprego, tanto no Brasil
quanto no exterior, pode aceitar, desde que comunique o estado – acrescentou.
O
dirigente ainda relevou as acusações de sequestro, homicídio e ocultação de
cadáver contra o goleiro e disse que, assim que ele entrar em campo, a torcida
voltará a amá-lo.
– O
torcedor é apaixonado. Quando vê o cara dentro de campo, ele esquece. Podemos
colocar 6 mil pessoas em jogos oficiais. Podemos lucrar de outras formas –
finalizou.
Bruno
não atua profissionalmente desde o dia 15 de junho de 2010, quando defendeu o
Flamengo contra o Goiás pela Série A do Brasileiro. O goleiro foi condenado
pelos crimes de assassinato e ocultação de cadáver de Eliza Samúdio e pelo
sequestro e cárcere privado do filho Bruninho. Eliza, mãe do filho do goleiro,
desapareceu em 2010, aos 25 anos. Seu corpo nunca foi encontrado. Bruno foi transferido
em 2015 da penitenciária de Nelson Hungria, em Contagem, para o Centro de
Reintegração Social da Associação de Proteção e Assistência ao Condenado
(APAC), em Santa Luzia.
Globo
Esporte
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Os comentários serão avaliados antes de serem liberados