Ainda
de acordo com o órgão, o ex-deputado e ex-ministro do Turismo Henrique Alves,
se solto, poderia manipular eventuais provas de crimes que cometeu, como
ocultação de quantias ilícitas no exterior. Para o MPF, a manutenção da prisão
preventiva de Henrique Alves tem o objetivo de evitar uma possível fuga para
outro país, já que ele realizou viagens internacionais nos últimos anos e “tem
a seu favor a logística necessária para ausentar-se do país”.
No
caso de Eduardo Cunha, o MPF entende que o ex-deputado está ligado à prática de
“crimes em série contra a administração pública e de lavagem de dinheiro,
sempre envolvendo vultuosas quantias”. Sendo assim, o órgão concluiu que o
pedido de revogação da prisão preventiva é inviável, porque implicaria em um
risco efetivo à ordem pública.
Entenda
o caso
Preso
no dia 6 de junho em Natal, no Rio Grande do Norte, Henrique Eduardo Alves foi
detido dentro da Operação Manaus, desdobramento da Operação Lava Jato. Eduardo
Cunha, por sua vez, já estava preso no Paraná quando se tornou alvo de um novo
mandado de prisão preventiva. Segundo o MPF, os dois são acusados de receber
propina por meio de doações eleitorais nos anos de 2012 e 2014, em troca do
favorecimento de empreiteiras como OAS e Odebrecht nas obras da Arena das
Dunas, na capital potiguar.
Respostas
O G1
procurou a defesa do ex-deputado Eduardo Cunha e, por telefone, o advogado
Ticiano Figueiredo explicou que a posição do MPF já era esperada. “A própria
argumentação do parecer demonstra a desnecessidade da prisão e do uso excessivo
desse tipo de medida cautelar na Operação Lava Jato”, afirmou.
A
reportagem tentou entrar em contato com a defesa do ex-ministro Henrique
Eduardo Alves, mas não obteve retorno às ligações.
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