Nessa segunda-feira (28), o Rio Grande do Norte mudou pela quarta vez, na gestão Robinson Faria (PSD), o comando geral da Polícia Militar.
O coronel André Azevedo, ao transmitir o cargo ao sucessor, Coronel Osmar Oliveira, falou com firmeza sobre o cenário de penúria da corporação. Atestou queda no custeio de R$ 35 milhões para 24 milhões no
orçamento 2017 e disse que se fazia “mais com menos”.
Antes de propriamente começar sua fala, pediu um minuto de silêncio em lembrança aos 14 policiais mortos este ano no estado, a quem tratou como “verdadeiros heróis”.
“Coincidência ou não, a redução do custeio da PM foi acompanhada pelo aumento dos indicadores da violência”.
Também ironizou Robinson por ter assinado sua exoneração sem assumir que na verdade o afastara do cargo sumariamente:
- “Agradeço ao governador, a gentileza de constar no ato de exoneração o termo ‘a pedido’, quando sabemos que isto não ocorreu.”
Ao abrir seu discurso no Quartel do Comando Geral da PM, o coronel filosofou: “Há tempo de estar calado e tempo de falar”. Para ele, não é possível fazer muito mais pela segurança, com as condições que os policiais e seus comandantes trabalham.
Robinson evita solenidade
Lembrou que recebeu o comando da PM com atrasos de pagamentos de diárias operacionais, promoções, desmotivação do oficialato e a falta de estrutura operacional etc. Asseverou, que os problemas persistem até o momento da transmissão do cargo.
O governador Robinson Faria, ao contrário das vezes anteriores, evitou participar da transmissão de comando. Quem o representou foi a delegada civil Sheila Freitas, secretária de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (SESED).
http://www.blogdomontoril.com.br
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Os comentários serão avaliados antes de serem liberados