terça-feira, 13 de março de 2018

Jungmann: sociedade do Rio virou espelho do estado transgressor



Ministro da Segurança Pública diz que limpeza nas corporações policiais é um dos principais objetivos da intervenção federal
O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, durante entrevista - Givaldo Barbosa / Agência O Globo


BRASÍLIA — O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, relacionou na noite desta segunda-feira a suposta leniência da população do Rio de Janeiro com irregularidade à situação a que chegou a criminalidade no estado. Durante o jantar promovido pelo portal Poder 360 em Brasília, o ministro foi indagado sobre o que teria levado o Rio a chegar à situação atual. De acordo com o ministro, a migração "desordenada" e o urbanismo "inteiramente caótico" somaram-se à permissividade da população:


Teve durante muito tempo a leniência com a contravenção: todo mundo ia pro camarote com o Castor de Andrade, com o Capitão (Guimarães), com o Anísio (Abraão David), até que a Denise Frossard rompeu com isso. Fui do Conselho de Administração da Light por dois anos e meio. No Rio, o gato é 42%. E isso não é apenas nas comunidades, é na classe média, em São Conrado, onde você quiser. Porque, no Rio de Janeiro, a sociedade virou um pouco o espelho do estado. Se o estado é transgressor, de fato é aquele em que os três últimos presidentes da Assembleia (Legislativa) e os três últimos governadores estão na cadeia, evidente que, para a população, você tem aí seu epitáfio.

Ao longo do jantar, o ministro deixou claro que um dos focos da intervenção na segurança pública será a limpeza das corporações policiais. Reiteradas vezes, Jungmann elogiou o interventor, general Braga Netto, o secretário de Segurança Pública, general Richard Nunes, e os novos comandantes das policiais militar e civil, que terão a missão de reorganizar as forças policiais.

O grau de captura das instituições publicas do Rio não tem paralelo. Eu não posso trazer dados que comprovem isso, mas é uma metástase que você teve lá dentro — explicou.

O ministro evitou falar sobre a hipótese de a intervenção ser prolongada para o próximo governo, destacando que tal decisão caberia ao governador e ao presidente que serão eleitos em outubro. No entanto, disse não acreditar que o recém-criado Ministério da Segurança Pública seja extinto:

O Globo




Um comentário:

  1. Pela que entendi o que está acontecendo no rio de janeiro sao mais policias e seus comandados que deixavam os olhos a muita coisas

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