Luiz
Antônio Bonat deve conduzir as primeiras audiências como responsável pelos
processos da Lava Jato em primeira instância — Foto: Nathan
D’Ornelas/Divulgação
O
juiz federal Luiz Antônio Bonat, que assumiu o comando dos processos da Lava
Jato em 1ª instância, no Paraná, deve comandar a primeira audiência referente à
operação na tarde desta quinta-feira (7).
Por
videoconferência, a partir das 14h, ele deve ouvir testemunhas de acusação
sobre a 56ª fase da Lava Jato, que apura superfaturamento na construção de uma
sede da Petrobras em Salvador. O processo está em fase de audiências de
instrução.
Réus
Quarenta
e duas pessoas são rés nesta ação penal, respondendo por crimes como corrupção,
lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, desvios de recursos de instituição
financeira e organização criminosa.
O
ex-executivo da construtora OAS, José Aldemário Pinheiro Filho – conhecido como
Léo Pinheiro –, o ex-presidente da Odebrecht Marcelo Odebrecht, o ex-tesoureiro
do PT João Vacari Neto, o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque e o
ex-executivo da OAS Agenor Franklin Magalhães Medeiros estão entre os réus.
Eles, inclusive, já foram condenados em outros processos da Lava Jato.
O
G1 tenta contato com as defesas dos réus citados na reportagem.
Testemunhas
Entre
as testemunhas a serem ouvidas nesta quinta-feira, estão o doleiro Alberto
Youssef, o empreiteiro Ricardo Pessoa e Fernando Migliaccio, ex-diretor da
Odebrecht. Eles devem prestar depoimento em São Paulo ao juiz, que acompanhará
em Curitiba.
Bonat
Bonat
ocupa a vaga na 13ª Vara da Justiça Federal do Paraná, após a saída de Sérgio
Moro, que assumiu o cargo de ministro da Justiça no governo de Jair Bolsonaro.
A
juíza Gabriela Hardt, que estava comandando as ações penais da Lava Jato desde
a saída de Moro, volta a ser substituta.
Torre
Pituba
A
56ª fase da Lava Jato prendeu 19 pessoas, em novembro do ano passado. A
operação foi deflagrada em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia. Os
presos foram encaminhados à Curitiba.
O
nome da sede da Petrobras, em Salvador, onde foram realizadas as obras
investigadas, é Torre Pituba. As construtoras OAS e Odebrecht, investigadas
também em outras fases da Lava Jato são as responsáveis pela construção do
prédio.
De
acordo com o Ministério Público Federal (MPF), as duas empreiteiras
distribuíram vantagens indevidas de, pelo menos, R$ 68.295.866.
Os
valores representam quase 10% do valor da obra e, conforme o Ministério Público
Federal, eram pagos indevidamente para agentes públicos da Petrobras, do PT e
dirigentes da Petros.
Ainda
conforme o MPF, o esquema de contratações fraudulentas e pagamentos de
vantagens indevidas ocorreu entre 2009 a 2016.
G1
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