Segundo
o jornal El País, o Paris Saint-Germain subiu na semana passada o tom das
ameaças ao atacante Neymar, caso ele continuasse com seus “atos de rebeldia” no
Brasil, sem se apresentar à equipe francesa para a pré-temporada.
De
acordo com fontes do clube parisiense, o presidente do PSG, Nasser Al-Khelaifi
chegou a ameaçar deixar Neymar afastado do
elenco, apenas treinando e sem
jogar, até o fim de seu contrato, em 2022.
“O
dirigente não consegue tolerar que essa crise esteja causando danos à imagem de
uma instituição profundamente vinculada ao Estado do Catar”, afirma o diário –
o PSG é propriedade do QSI, grupo de investimentos controlado pela família real
do país asiático.
O
El País relata que a “novela” do possível retorno de Neymar ao Barcelona, e as
“forçadas de barra” do brasileiro para voltar ao clube catalão, só foram
piorando as coisas no curso dos dias.
“Al-Khelaifi
passou do desgosto à raiva quando um agente muito próximo do jogador lhe
assegurou que Neymar estava disposto a baixar seu salário a 24 milhões de euros
netos se assinasse com o Barça, como era seu desejo. Ao PSG, a estrela cobra 47
milhões de euros por temporada. A ideia de que Neymar prefira cobrar menos com
objetivo de deixar o PSG, onde lhe permite levar sua vida à margem da disciplina
profissional do elenco, enfureceu Al-Khelaifi”, revela o jornal.
“Indignado
ao ver que o jogador adiava a confirmação de quando voltaria a Paris, o
presidente pediu a Leonardo para avisar Neymar Pai que se o garoto não se
apresentasse nesta segunda-feira, aconteceria o mesmo que foi feito com Rabiot,
a quem o clube deixou afastado por insubordinação na temporada passada. Ficaria
só recebendo salário e sem tocar uma bola sequer”, acrescentou.
“O
dinheiro não é problema para o PSG. Eles podem se permitir ao luxo de reter
Neymar pagando seu salário, ainda que ele não entre em campo”, complementou,
lembrando da “grana infinita” da equipe francesa depois da compra pelo QSI, em
2012.
Fato
é que Neymar acabou se reapresentando ao Paris Saint-Germain nesta
segunda-feira, uma semana depois do restante do elenco.
De
acordo com o jornal Le Parisien, o brasileiro teve uma conversa “olho no olho”
com Leonardo, que voltou a ser diretor esportivo da equipe. O papo teve “alguns
minutos” e foi “direto e cordial”, relatou o veículo.
No
encontro, Leonardo ouviu a versão de Neymar sobre o atraso na apresentação e
também explicou que medidas seriam tomadas internamente – sem revelar, porém,
as punições.


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