A cidade de Guamaré, situada na região da Costa Branca no Rio Grande do Norte, é privilegiada com recursos naturais abundantes. O referido município é destaque em produção de derivados de petróleo, o que torna o RN autossustentável e garante um dos maiores PIBs (Produto Interno Bruto) do estado. Toda essa riqueza adjetiva a cidade como: a cidade dos milhões. No entanto, a riqueza e a pobreza, aqui, andam juntas. Assim, a cidade dos milhões também é dos milhares em extrema pobreza.
Há quem diga que tudo isso faz parte de um modelo político cujo intuito é promover a desigualdade e gerar dependentes do sistema.
No ano de 2013, o Jornal Tribuna do Norte fez uma reportagem, que mostrou uma contradição que nem todos conheciam, com título: “A miséria da riqueza de Macau e Guamaré”. Essa reportagem desnudou este grave problema: a desigualdade social. Hoje, sabe-se que Guamaré arrecada algo em torno de 250 milhões/ano, o que torna os problemas aqui citados injustificáveis.
Segundo dados da própria prefeitura cerca de 2.500 famílias têm um cartão, o qual é denominado de “renda cidadã”. O valor de R$ 120,00 reais é dado ao indivíduo em situação de extrema pobreza. Isso é prova cabal de que estamos vivendo em uma cidade rica de povo pobre. Os milhões em arrecadação não é suficiente para resolver o problema da desigualdade social.
Há quem diga que tudo isso faz parte de um modelo político cujo intuito é promover a desigualdade e gerar dependentes do sistema. Essa dependência, portanto, gera demanda por troca de favores. Funciona basicamente assim: as pessoas vivem com falta de tudo, os políticos reconhecem essa fragilidade e exploram essa vulnerabilidade oferecendo auxílios em troca de votos.
Então, por que resolver definitivamente os problemas? É mais fácil tornar as pessoas dependentes e “resolver” parcialmente seus problemas no dia da eleição, pois o eleitor tem memória curta. Enquanto vigorar esse sistema, a cidade dos milhões continuará sendo a dos milhares. Não há absolutamente nada a fazer, senão torcer para que as pessoas possam sacrificar suas necessidades básicas por um bem maior, antes que, em um futuro não tão distante, a cidade dos milhões em arrecadação perca esse título e se torne a dos milhares (em arrecadação) e os seus milhares, que hoje vivem em extrema pobreza, sejam muitos. Sejam todos!

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