sábado, 27 de novembro de 2010

CADA UM DÁ O QUE TEM - Blog Ematerafonso


           Quando a gente é bem jovem nossos pais costumam nos falar algumas frases com rotina. Algumas delas a gente acha um saco, outras a gente escuta sem dar muita atenção, e tem também aquelas que a gente não consegue entender muito bem o que quer dizer.

                        Há duas frases que minha amada mãe sempre costumava dizer: “minha filha, a gente paga o mal com o bem” e a outra era “cada um dá o que tem”. Até a adolescência achava muito estranho, para não dizer impossível alguém receber o mal de uma pessoa e retribuir com o bem.

                        Com o passar dos anos vieram as experiências e gradativamente a maturidade, que me fizeram compreender exatamente o significado da expressão “cada um dá o que tem”. Mas a inquietude permanecia e sinceramente confesso que ao receber o mal o melhor que conseguia devolver era a minha indiferença.

                        Alguns anos mais se passaram, e essa semana dentro de minhas atividades profissionais como extensionista me deparei com uma situação no mínimo ridícula. A unidade local onde trabalho juntamente com o agrônomo Victor Hugo foi vítima de uma acusação leviana, fiquei atônita no momento em que escutei tais palavras, posto que, tinha plena consciência de que aquilo não condizia com a verdade.

                        No calor da emoção não poderia ter vindo um sentimento que não fosse o de fúria, de revolta. Mas, numa pessoa que tem Deus no coração o único lobo que poderia predominar naquela situação era o lobo do bem, e a primeira frase que disse a Victor foi aquela que minha mãe muitas vezes me disse: “cada um dá o que tem”.

                          Com isso quis dizer que pessoas de caráter, que tem dignidade, senso de altruísmo, retidão, ética pessoal e profissional e compromisso com o que fazem, inevitavelmente só poderão externar pensamentos e ações nesse sentido. E vice-versa.

                        Infelizmente vivemos num país onde para ser correto muitas vezes se “apanha” e também se arranja problemas com terceiros. Difundiu-se a cultura de que é mais fácil ser desonesto e assim conseguir obter vantagens pessoais para si.

                        Interessante é que vinte quatro horas antes do acontecimento Victor e eu havíamos mais uma vez escutado de nosso gestor, proferindo algumas palavras entre os funcionários da regional de Açu, um pensamento que ele afirmava ter muitas vezes ouvido do seu pai: “faça sempre o correto porque quando as dificuldades aparecerem, você estará sempre munido da verdade”.

                        Dessa forma, queremos declarar que a sordidez da afirmação que teve o intuito único de manchar o nome dos extensionistas do escritório local de AB não conseguirá nunca acuar as nossas ações e terá como resposta um empenho incessante e cada vez maior para trabalharmos em prol do agricultor familiar que é a bandeira que de coração assumimos.

                         Encerro esta semana imensamente feliz com a certeza de que eu tinha (e não sabia) capacidade para agir como minha mãe sempre me ensinou: devolvendo o mal com o bem.

Ass: Jorgeana


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