Bar do Ferreirinha
Na última semana o Jornal Nacional da TV Globo divulgou importantes matérias a respeito do uso de agrotóxicos no Brasil. O assunto, por sua relevante importância, motivou-me a escrever esta página para o blogue visando tornar o tema também debatido no Seridó, não como usuários desses perigosos venenos, mas, acima de tudo, como consumidores dos produtos por eles contaminados.
O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do planeta, realidade por demais assustadora, tendo em vista que os agrotóxicos são apontados como um dos maiores causadores de câncer e leucemia, responsável por 20.000 óbitos por ano nos países em desenvolvimento, segundo a Organização Mundial de Saúde. Ademais, pela facilidade de aquisição do produto, a ingestão de agrotóxicos é o método mais comum de suicídio, respondendo por um terço desse tipo de mortes, predominantemente na Ásia, África, América Central e do Sul. Os casos fatais são altos, particularmente em áreas rurais.
O risco agrava-se porque se sabe que, infelizmente, nas lavouras brasileiras são usados pelo menos dez produtos proscritos na União Europeia e nos Estados Unidos. A informação é da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, com base em dados da Organização das Nações Unidas e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.
O VENENO NOSSO DE CADA DIA — Como armas químicas, os agrotóxicos foram desenvolvidos durante as duas primeiras guerras mundiais. Com o fim da Segunda Guerra, quando foram intensamente usados, o produto, até então arma de destruição, virou defensivo agrícola! O primeiro veneno, o DDT, foi sintetizado em 1874 pelo químico alemão Othomar Zeidler, porém só em 1939 Paul Hermann Müller, químico sueco, prêmio Nobel de 1948, descobriu suas propriedades inseticidas.
O DDT era então a grande arma para acabar com o inseto propagador da malária, até que se descobriu que ele e todos os compostos organoclorados são cancerígenos, teratogênicos e cumulativos no organismo. E o pior é que podem resistir na natureza e no organismo humano por mais de trinta anos! Houve época em que se tornaram tão populares que até nos dicionários cunharam o verbete dedetização.
A produção rural brasileira encontra-se fortemente contaminada pelos diversos venenos que são postos a disposição dos agricultores em qualquer ponto de venda do seu município.
Aos leitores talvez seja interessante esclarecer toda a extensão ocupada pelo significado da palavra agrotóxico. Defensivo agrícola ou agroquímico, produtos fitofarmacêuticos ou produtos fitossanitários ou agrotóxicos são termos genéricos para os vários venenos usados na agricultura. São definidos de acordo com a Organização Mundial da Saúde como substância ou mistura de substâncias destinadas a matar insetos, ácaros, moluscos, roedores, fungos, ervas daninhas, bactérias e outras formas de vida animal ou vegetal consideradas pragas para a agricultura. São os inseticidas, acaricidas, moluscicidas, rodenticidas, fungicidas, herbicidas e bactericidas.
São também agrotóxicos os desfolhantes, dessecantes e as substâncias reguladoras do crescimento vegetal ou fitorreguladores. São ainda considerados agrotóxicos os fertilizantes sintéticos, hormônios e outros agentes químicos do crescimento, e fontes concentradas de estrume animal cru. Existem cerca de 15.000 formulações para 400 agrotóxicos diferentes. Cerca de 8.000 formulações encontram-se licenciadas no Brasil.
Além dessas informações, mais alguns dados podem ser elencados a título de alerta: Atualmente oito empresas multinacionais oligopolizam a produção de agrotóxicos no mundo. Em 1981 a Alemanha vendeu duas fábricas de venenos para o Iraque matar os curdos. O Tamarron (Metamidophos), largamente usado na fumicultura, matou 16 pessoas em um ano na Costa Rica. Por esse mundo afora, milhares de jovens, vítimas do DDCT (Bromocloropropano), quimicamente castrados, estão definitivamente condenados a viverem o resto de seus dias como verdadeiros eunucos da insensatez humana ao utilizar veneno que desde 1970 é terminantemente proibido em diversos países.
O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do planeta, realidade por demais assustadora, tendo em vista que os agrotóxicos são apontados como um dos maiores causadores de câncer e leucemia, responsável por 20.000 óbitos por ano nos países em desenvolvimento, segundo a Organização Mundial de Saúde. Ademais, pela facilidade de aquisição do produto, a ingestão de agrotóxicos é o método mais comum de suicídio, respondendo por um terço desse tipo de mortes, predominantemente na Ásia, África, América Central e do Sul. Os casos fatais são altos, particularmente em áreas rurais.
O risco agrava-se porque se sabe que, infelizmente, nas lavouras brasileiras são usados pelo menos dez produtos proscritos na União Europeia e nos Estados Unidos. A informação é da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, com base em dados da Organização das Nações Unidas e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.
O VENENO NOSSO DE CADA DIA — Como armas químicas, os agrotóxicos foram desenvolvidos durante as duas primeiras guerras mundiais. Com o fim da Segunda Guerra, quando foram intensamente usados, o produto, até então arma de destruição, virou defensivo agrícola! O primeiro veneno, o DDT, foi sintetizado em 1874 pelo químico alemão Othomar Zeidler, porém só em 1939 Paul Hermann Müller, químico sueco, prêmio Nobel de 1948, descobriu suas propriedades inseticidas.
O DDT era então a grande arma para acabar com o inseto propagador da malária, até que se descobriu que ele e todos os compostos organoclorados são cancerígenos, teratogênicos e cumulativos no organismo. E o pior é que podem resistir na natureza e no organismo humano por mais de trinta anos! Houve época em que se tornaram tão populares que até nos dicionários cunharam o verbete dedetização.
A produção rural brasileira encontra-se fortemente contaminada pelos diversos venenos que são postos a disposição dos agricultores em qualquer ponto de venda do seu município.
Aos leitores talvez seja interessante esclarecer toda a extensão ocupada pelo significado da palavra agrotóxico. Defensivo agrícola ou agroquímico, produtos fitofarmacêuticos ou produtos fitossanitários ou agrotóxicos são termos genéricos para os vários venenos usados na agricultura. São definidos de acordo com a Organização Mundial da Saúde como substância ou mistura de substâncias destinadas a matar insetos, ácaros, moluscos, roedores, fungos, ervas daninhas, bactérias e outras formas de vida animal ou vegetal consideradas pragas para a agricultura. São os inseticidas, acaricidas, moluscicidas, rodenticidas, fungicidas, herbicidas e bactericidas.
São também agrotóxicos os desfolhantes, dessecantes e as substâncias reguladoras do crescimento vegetal ou fitorreguladores. São ainda considerados agrotóxicos os fertilizantes sintéticos, hormônios e outros agentes químicos do crescimento, e fontes concentradas de estrume animal cru. Existem cerca de 15.000 formulações para 400 agrotóxicos diferentes. Cerca de 8.000 formulações encontram-se licenciadas no Brasil.
Além dessas informações, mais alguns dados podem ser elencados a título de alerta: Atualmente oito empresas multinacionais oligopolizam a produção de agrotóxicos no mundo. Em 1981 a Alemanha vendeu duas fábricas de venenos para o Iraque matar os curdos. O Tamarron (Metamidophos), largamente usado na fumicultura, matou 16 pessoas em um ano na Costa Rica. Por esse mundo afora, milhares de jovens, vítimas do DDCT (Bromocloropropano), quimicamente castrados, estão definitivamente condenados a viverem o resto de seus dias como verdadeiros eunucos da insensatez humana ao utilizar veneno que desde 1970 é terminantemente proibido em diversos países.
OS MAIS PERIGOSOS — No Brasil continuam sendo usados na agricultura perigosíssimos produtos agrotóxicos como a cihexatina de largo uso na citricultura e utilizada também no cultivo de maçã, morango, pêssego, café e berinjela. Estudos em laboratório demonstram que essa substância química pode causar malformações fetais, em especial a hidrocefalia. Os graves efeitos contra a saúde humana chegam ao risco de aborto, danos no sistema reprodutivo, à pele, pulmões, visão, fígado e rins.
As doses em que apareceram esses efeitos em animais sugerem que a cihexatina não é segura para os trabalhadores rurais nem para as demais pessoas que consumem os produtos contaminados. Outras substâncias também perigosíssimas para o consumo em geral: acefato, metamidofós e endossulfam, que podem causar câncer.
As doses em que apareceram esses efeitos em animais sugerem que a cihexatina não é segura para os trabalhadores rurais nem para as demais pessoas que consumem os produtos contaminados. Outras substâncias também perigosíssimas para o consumo em geral: acefato, metamidofós e endossulfam, que podem causar câncer.
Exames laboratoriais procedidos pela ANVISA comprovaram a presença desses cancerígenos em abacaxi, alface, arroz, batata, cebola, cenoura, laranja, mamão, morango, pimentão, repolho, tomate e uva. O pimentão liderou o grupo contaminado. Essas terríveis substâncias químicas já são proibidas nos Estados Unidos, Japão, Canadá e países da Comunidade Europeia, mas no Brasil, infelizmente, continuam nas gôndolas dos supermercados e nas feiras livres a disposição dos desinformados e dos que acreditam em corpo fechado.
Para concluir este relato, resumindo em poucas palavras a gravidade do problema, acrescento que a média do consumo de agrotóxicos no mundo é de meio quilo por habitante ao ano. No Brasil essa média anual é de três quilos e meio, ou seja, consumimos sete vezes e meia mais venenos do que o resto do mundo! Parece que só nos resta uma fonte de socorro contra o envenenamento a que estamos diariamente expostos: Os produtos orgânicos, originários da agricultura ecológica, assunto a ser tratado proximamente.
Para concluir este relato, resumindo em poucas palavras a gravidade do problema, acrescento que a média do consumo de agrotóxicos no mundo é de meio quilo por habitante ao ano. No Brasil essa média anual é de três quilos e meio, ou seja, consumimos sete vezes e meia mais venenos do que o resto do mundo! Parece que só nos resta uma fonte de socorro contra o envenenamento a que estamos diariamente expostos: Os produtos orgânicos, originários da agricultura ecológica, assunto a ser tratado proximamente.


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