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Publicado em Memória
Jornalista e cientista político
potiguar que fez carreira em São Paulo, ex-preso político e um dos
fundadores do Movimento Nacional de Direitos Humanos – MNDH, Dermi Azevedo usou a sua página no Facebook para expor sua dor pela morte do filho Carlos Alexandre, que este ano completaria 40 anos. Já havia tentado o suicídio outras vezes.
No dia 15 de janeiro de 1974, com apenas 1
ano e 8 meses, Carlos Alexandre foi preso e torturado pela ditadura
militar. Levado junto com sua mãe, Darcy Andozia.
Em maio do mesmo ano, quando Dermi deixou a prisão, voltou com a
família para o RN. Primeiro moraram em Currais Novos, depois vieram para
Natal. Dermi ingressou no curso de Jornalismo da UFRN, onde se formou
em 1979. Retornaram para São Paulo e em 1984 ele começou a trabalhar no
jornal Folha de São Paulo.
Em entrevista à revista ‘IstoÉGente’, Carlos Alexandre, então com 37 anos, disse à repórter Solange Azevedo: “A ditadura não acabou”.
Confessou: “Até hoje sofro os efeitos da ditadura. Tomo antidepressivo e antipsicótico. Tenho fobia social”.
À revista, o pai fez declarações chocantes: -
“Meses depois de sair da prisão, soube que o meu filho tinha sido
vítima de choques elétricos e outras sevícias. ele foi jogado no chão e
bateu a cabeça. maltratar um bebê é o suprassumo da crueldade”.
Mais: “O meu filho apanhou dos policiais do Deops porque estava chorando de fome. levou um tapa tão forte que cortou os lábios”.
Que toda história horrenda da ditadura
militar não fique mais impune. É a vergonha e a desumanidade que o
Brasil ainda teima esconder nos podres porões.
Eis a entrevista – emocionante – com Carlos Alexandre na IstoÉGente.
O desabafo no Facebook:
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Dermi, faz tempo que se cruzaram nossos caminhos. Procuro assumir um pouco da sua dor, na solidariedade, na compaixão e no compromisso de estar ao teu lado.
ResponderExcluirUm abraço no silêncio, no grito e na canção,
Paulo Suess