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As agentes penitenciárias que trabalham
na cadeia feminina de Parnamirim encontraram um buraco em uma das celas
da unidade. No local, estavam 48 mulheres, de um total 128 detidas no
presídio. De acordo com a direção, as presas passaram o final de semana
abrindo a parede para terem acesso ao pátio.
Depois disso, elas usariam uma “Teresa”,
nome dado a uma corda feita com vários lençóis amarrados. Rosenquele
Marinho, diretora da cadeia, disse que as presas podem ter começado a
cavar ainda na semana passada, mas, para não chamar atenção, elas
fizeram de maneira cautelosa.
Com a descoberta do buraco, as 48
mulheres que estavam na cela 2 foram transferidas para a cela 1, onde já
estavam outras 50, deixando o local superlotado. Uma das mulheres
detidas disse para a reportagem que a ideia partiu de oito presas e que
essas oito ameaçaram as demais para que elas não entregassem o plano de
fuga.
Além da “Teresa” apreendida, as agentes
encontraram materiais usados para a abertura do buraco, inclusive parte
de um motor de ventilador. Ainda de acordo com Rosenquele Marinho, a
maioria das mulheres presas na unidade praticaram crimes de tráfico de
drogas.
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