Vicente Estevam - Repórter

Quem foi para o estádio Frasqueirão pensando em ver o ABC quebrando um recorde e manter a melhor campanha do segundo turno da Série B, além de lamentar a derrota por 4 a 2 para o Guaratinguetá, foi embora ciente de que o desastre registrado teve
uma grande parcela de culpa do desequilíbrio do zagueiro Flávio Boaventura e do meia Giovanni Augusto, que trocaram tapas no centro do campo e o defensor acabou sendo expulso de campo. O descontrole emocional atrapalhou os planos alvinegros que passou a ser completamente dominado pelo representante paulista que chegou a vitória com gols de Rafinha, Juan, Alex Afonso e Marquinhos. Rodrigo Silva marcou os dois dos natalenses. Com resultado não modificou a situação da equipe potiguar na tabela, que neste domingo a tarde segue para Belém, onde na terça-feira vai enfrentar o Paysandu no jogo atrasado.
Saudado pela torcida o ABC foi a campo em busca de um objetivo, a vitória que daria ao clube a maior sequência de resultados positivos da competição. A tarde estava preparada para realização de uma grande festa, a bola começou a rolar e um susto logo na saída de bola, quando Lino salvou um gol do Guaratinguetá foi visto apenas como um descuido. Não demorou muito para o alvinegro tomar o controle da situação e começar a assustar a zaga adversária, aos 12 minutos, o time potiguar abriu o placar numa roubada de bola de Rodrigo Silva, que entrou na área sofreu pênalti que ele mesmo bateu e converteu. O time continuou soberano em campo até os 25 minutos, quando numa saída de bola errada no meio-campo, Bigu errou o passe Alex Afonso foi lançado e passou para Rafinha bater e deixar tudo igual no placar.
Daí para frente o que se viu foi um time desequilibrado típico de um grupo que realmente está com risco de rebaixamento, o que não é a situação atual do ABC. Flávio Boaventura foi reclamar de Giovanni Augusto, que não gostou e houve agressão mutua. O assistente viu a comunicou ao árbitro, que deu o segundo cartão amarelo e expulsou o zagueiro abecedista. Inconformado Boaventura partiu para cima do companheiro e teve de ser contido pelos companheiros. Para aumentar o castigo, na cobrança da falta, Juan, quase do meio-campo chuta e encobre o goleiro Wilson Júnior, isso aos 35 minutos. Na sequência Fernandes tira Giovanni de campo para recompor a zaga com a entrada de Rogélio.
No único lampejo do time que tem o melhor aproveitamento do segundo turno, Gilmar escapou no meio de três adversários e lançou Rodrigo Silva, que dois minutos depois empatou o jogo novamente. Mas o Guaratinguetá se aproveitava bem do desequilíbrio emocional alvinegro, tanto que aos 41 Wilson Júnior salvou o terceiro gol, mas não teve a mesma eficiência aos 47, quando Júlio César cobrou falta e Alex Afonso, que vira Lino salvar um gol seu nos instantes iniciais, mandou de cabeça para o fundo da rede fazendo 3 a 2 para os visitantes.
Com Alvinho no lugar de Somália, contundido, o ABC voltou com uma nova formação na busca de se manter ofensivo, porém o Guaratinguetá soube explorar a vantagem de ter um homem a mais no campo e girou sempre com muito perigo a área alvinegra, muito embora fosse pouco ofensivo. Ainda assim o time tinha o controle da situação, o domínio de todos os rebotes devido a aglomeração promovida pelos defensores natalenses atrás de se proteger dos constantes cruzamentos na área.
Mesmo com dificuldade em marcar o adversário o ABC ainda criou chances para empatar com Alvinho e Gilmar, que desperdiçaram. Mas tudo isso era criado na base da vontade. Paciente, o time paulista procurava conter o ímpeto do ABC para evitar do time se animar. Foi tocando a bola que ele aumentou a diferença após a cobrança de escanteio, que o zagueiro Marquinho foi para área e concluiu com perfeição para o fundo da rede fazendo 4 a 2. Neste momento os torcedores jogaram a toalha e começou a abandonar a arquibancada, ciente de que a missão se tornou impossível para o alvinegro. Só que diferente das vezes contrárias, a torcida que ficou aplaudiu a equipe no final da partida.
Ficha técnica:
ABC: Wilson Júnior, Somália (Alvinho), Flávio Boaventura, Lino e Wesley Bigu; Daniel Paulista, Edson, Giovanni Augusto (Rogélio) e Júnior Timbó; Rodrigo Silva e Gilmar (Erick Flores). Técnico: Roberto Fernandes.
Guaratinguetá: Saulo, Murilo, Pedro Paulo, Marquinhos e Juan; Júlio César (Moacir), Bruno, Wendell e Xuxa; Alex Afonso (Cleiton Pedra) e Rafinha (Michel). Técnico: Gilberto Carlos.
Árbitro: Cláudio Mercante Júnior/PE
Gols: Rodrigo Silva/ABC (13' e 37'/1ºT), Rafinha/GUA (25'/1ºT), Juan/GUA (35'/1ºT), Alex Afonso/GUA (47'/1ºT) e Marquinhos/GUA (30'/2ºT)
Público: 6.102
Renda: R$ 94.070
Estádio: Frasqueirão
Quem foi para o estádio Frasqueirão pensando em ver o ABC quebrando um recorde e manter a melhor campanha do segundo turno da Série B, além de lamentar a derrota por 4 a 2 para o Guaratinguetá, foi embora ciente de que o desastre registrado teve
uma grande parcela de culpa do desequilíbrio do zagueiro Flávio Boaventura e do meia Giovanni Augusto, que trocaram tapas no centro do campo e o defensor acabou sendo expulso de campo. O descontrole emocional atrapalhou os planos alvinegros que passou a ser completamente dominado pelo representante paulista que chegou a vitória com gols de Rafinha, Juan, Alex Afonso e Marquinhos. Rodrigo Silva marcou os dois dos natalenses. Com resultado não modificou a situação da equipe potiguar na tabela, que neste domingo a tarde segue para Belém, onde na terça-feira vai enfrentar o Paysandu no jogo atrasado.
Saudado pela torcida o ABC foi a campo em busca de um objetivo, a vitória que daria ao clube a maior sequência de resultados positivos da competição. A tarde estava preparada para realização de uma grande festa, a bola começou a rolar e um susto logo na saída de bola, quando Lino salvou um gol do Guaratinguetá foi visto apenas como um descuido. Não demorou muito para o alvinegro tomar o controle da situação e começar a assustar a zaga adversária, aos 12 minutos, o time potiguar abriu o placar numa roubada de bola de Rodrigo Silva, que entrou na área sofreu pênalti que ele mesmo bateu e converteu. O time continuou soberano em campo até os 25 minutos, quando numa saída de bola errada no meio-campo, Bigu errou o passe Alex Afonso foi lançado e passou para Rafinha bater e deixar tudo igual no placar.
Daí para frente o que se viu foi um time desequilibrado típico de um grupo que realmente está com risco de rebaixamento, o que não é a situação atual do ABC. Flávio Boaventura foi reclamar de Giovanni Augusto, que não gostou e houve agressão mutua. O assistente viu a comunicou ao árbitro, que deu o segundo cartão amarelo e expulsou o zagueiro abecedista. Inconformado Boaventura partiu para cima do companheiro e teve de ser contido pelos companheiros. Para aumentar o castigo, na cobrança da falta, Juan, quase do meio-campo chuta e encobre o goleiro Wilson Júnior, isso aos 35 minutos. Na sequência Fernandes tira Giovanni de campo para recompor a zaga com a entrada de Rogélio.
No único lampejo do time que tem o melhor aproveitamento do segundo turno, Gilmar escapou no meio de três adversários e lançou Rodrigo Silva, que dois minutos depois empatou o jogo novamente. Mas o Guaratinguetá se aproveitava bem do desequilíbrio emocional alvinegro, tanto que aos 41 Wilson Júnior salvou o terceiro gol, mas não teve a mesma eficiência aos 47, quando Júlio César cobrou falta e Alex Afonso, que vira Lino salvar um gol seu nos instantes iniciais, mandou de cabeça para o fundo da rede fazendo 3 a 2 para os visitantes.
Com Alvinho no lugar de Somália, contundido, o ABC voltou com uma nova formação na busca de se manter ofensivo, porém o Guaratinguetá soube explorar a vantagem de ter um homem a mais no campo e girou sempre com muito perigo a área alvinegra, muito embora fosse pouco ofensivo. Ainda assim o time tinha o controle da situação, o domínio de todos os rebotes devido a aglomeração promovida pelos defensores natalenses atrás de se proteger dos constantes cruzamentos na área.
Mesmo com dificuldade em marcar o adversário o ABC ainda criou chances para empatar com Alvinho e Gilmar, que desperdiçaram. Mas tudo isso era criado na base da vontade. Paciente, o time paulista procurava conter o ímpeto do ABC para evitar do time se animar. Foi tocando a bola que ele aumentou a diferença após a cobrança de escanteio, que o zagueiro Marquinho foi para área e concluiu com perfeição para o fundo da rede fazendo 4 a 2. Neste momento os torcedores jogaram a toalha e começou a abandonar a arquibancada, ciente de que a missão se tornou impossível para o alvinegro. Só que diferente das vezes contrárias, a torcida que ficou aplaudiu a equipe no final da partida.
Ficha técnica:
ABC: Wilson Júnior, Somália (Alvinho), Flávio Boaventura, Lino e Wesley Bigu; Daniel Paulista, Edson, Giovanni Augusto (Rogélio) e Júnior Timbó; Rodrigo Silva e Gilmar (Erick Flores). Técnico: Roberto Fernandes.
Guaratinguetá: Saulo, Murilo, Pedro Paulo, Marquinhos e Juan; Júlio César (Moacir), Bruno, Wendell e Xuxa; Alex Afonso (Cleiton Pedra) e Rafinha (Michel). Técnico: Gilberto Carlos.
Árbitro: Cláudio Mercante Júnior/PE
Gols: Rodrigo Silva/ABC (13' e 37'/1ºT), Rafinha/GUA (25'/1ºT), Juan/GUA (35'/1ºT), Alex Afonso/GUA (47'/1ºT) e Marquinhos/GUA (30'/2ºT)
Público: 6.102
Renda: R$ 94.070
Estádio: Frasqueirão
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