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A Secretaria de Estado da Saúde
Pública (Sesap) esclarece que não há planejamento para fechar o Hospital
Regional de Angicos. O que houve recentemente foi apenas um
remanejamento de profissionais, definido com critérios técnicos, com
intuito de suprir a necessidade de hospitais de média e alta
complexidade e com abrangência estadual, para garantir este tipo de
atendimento, inclusive, para a própria população daquela Região.
Sobre
o perfil do referido hospital, está agendada para o próximo dia 7/10
uma audiência da Sesap com os prefeitos de Angicos e municípios vizinhos
para buscar um entendimento e avaliar a possibilidade de construção de
um consórcio municipal que melhore a capacidade de resposta do hospital,
de modo que os municípios também possam arcar com sua responsabilidade
em assumir ações básicas em saúde pública.
A
Sesap está ciente das dificuldades por que passa o hospital, que assim
como outras unidades hospitalares da rede estadual, sofre com a
insuficiência de recursos. Em que pese os desafios vivenciados pela
Saúde Pública, o Rio Grande do Norte é hoje um dos estados da Federação
com maior número de hospitais regionais (26 hospitais para 167
municípios), o que gera a necessidade de uma planificação das ações para
prestar uma assistência integral à população a partir das linhas de
cuidado e redes de atenção à saúde.
Diante
disso, a Sesap realizou um estudo detalhado sobre o perfil de cada um
dos 26 hospitais que atendem às oito Unidades Regionais de Saúde Pública
no Rio Grande do Norte (Ursap) com objetivo de realizar um
redimensionamento de toda a rede hospitalar estadual com o
fortalecimento de pelo menos um hospital público para ser referência em
cada região e organizar as demandas de alta complexidade na rede.
O
Hospital Regional de Angicos realiza, em sua porta hospitalar, que é o
papel real da unidade, uma média de 1,89 procedimentos/dia, em
contraponto aos atendimentos de baixa complexidade, que contabilizam
cerca de 700 procedimentos ambulatoriais diários. Outros números
aproximados: 15 cirurgias são realizadas mensalmente e 1,4 internações
por dia, o que do ponto de vista financeiro denota uma situação
insustentável. Entretanto, não se faz saúde pública observando apenas a
questão financeira, e será assim que será encontrado o perfil mais
adequado para uma boa prestação de assistência em saúde para aquela
unidade hospitalar.
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