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De
olho no mercado Gourmet, o empresário Rubén Osta, dos cartões VISA,
mais Décio Ribeiro dos Santos, diretor do Agrocentro e Ronaldo de
Almeida, do Centro de Exposições Imigrantes, estão produzindo carne
ovina em Xique-Xique (BA). Inicialmente, o projeto vai integrar 200
famílias ao redor, com 10.000 animais de boa qualidade.
Com
investimentos estimados em R$ 100 milhões até 2019, vai sendo montada a
infraestrutura com irrigação. Dentro de 7 anos, o projeto já terá
100.000 cabeças. Até o momento estão em investimento cerca de 10
milhões. Serão módulos de 70 cabeças por hectare, em pasto irrigado
rotacionado e engorda em confinamento.
Jaime
Oliveira do Amor, do Frijoa, em Muquém do S. Francisco, acredita que o
projeto vai entregar, inicialmente, 1.500 cordeiros por semana,
equivalente a 18 toneladas de carne. Faturamento semanal de R$ 2
milhões.
Segundo
Osta “há um abismo colossal entre a oferta e a demanda de carne de
cordeiro, pois o total do rebanho sequer conseguiria atender 40%.
O pior é a demanda internacional que acredita no potencial brasileiro.
É uma corrida: quem partir com competência vai ganhar muito dinheiro. Afinal, o consumo interno é de 0,70 kg
- muito pouco, diante das demais carnes. Há um mercado para multiplicar
por 40 vezes o consumo interno e, depois, ainda há o mercado externo”.
É
preciso, porém, atingir 100 milhões de cabeças para atender o mercado
interno e, depois, o mercado externo. A Bahia será a Nova Zelândia, com
certeza, que tem 45 milhões de cabeças e um faturamento maravilhoso. A
Bahia, hoje, tem quase 10% do rebanho neozelandês.
Carne sequer atende São Paulo
Hoje,
o Brasil contribui com menos de 1,0% da produção mundial de carne
ovina, apresentando abate médio anual de 970.000 cabeças; sendo detentor
de 1,40% do rebanho mundial. O maior rebanho é encontrado na região
Nordeste, seguida pela região Sul e a região Sudeste. A produção
brasileira de carne ovina é estimada em cerca de 57.000 toneladas por
ano. Esse volume sequer abastece a demanda interna da cidade de São
Paulo. Por isso, boa parte do que é consumido no Brasil, ainda, é
importado. É preciso aumentar, e muito, a produção brasileira.
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