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Joana Lima
Postos em Natal amanheceram ontem com preço antigoO reajuste autorizado ontem para as distribuidoras de combustíveis não demorou para chegar às bombas dos postos de revenda na capital potiguar. No caso da
gasolina, o consumidor já está pagando por um reajuste duas vezes maior àquele previsto pela Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes (Fecombustíveis). Os preços foram modificados na manhã de ontem. Em alguns postos, a gasolina custa R$ 3,00 e o diesel R$ 2,46.
O preço para o consumidor foi elevado mesmo com o estoque de combustível cheio nos postos. Ou seja, a gasolina vendida ao natalense foi comprada pelos empresários sem reajuste. Na última sexta-feira, o Sindicato do Comércio Varejista dos Derivados de Petróleo do Rio Grande do Norte (Sindipostos/RN) afirmou que o aumento seria repassado pelos postos, na medida em que for repassado pelas distribuidoras. Não foi o que aconteceu.
O sindicato informou desconhecer se havia estoques nos postos capazes de evitar um aumento já nos próximos dias. A TRIBUNA DO NORTE foi em alguns postos e os gerentes dos locais informaram que os reservatórios estavam cheios. O Sindipostos/RN disse esperar uma queda no consumo de combustíveis em função da alta. Se depender do vendedor Gilvan Firmino, a expectativa será confirmada. “Tenho dois carros em casa, mas vou vender um deles. Com esse valor é preciso economizar. Não posso gastar tanto com gasolina”, disse.
A Fecombustíveis fez previsão de que o aumento da gasolina seria de no máximo 2% para a gasolina e 5% no caso do óleo diesel. Em Natal, esse aumento foi o dobro. A gasolina era comercializada a R$ 2,89. Com o novo preço, o aumento foi de 4%. Já o litro de óleo diesel era comercializado, em média, a R$ 2,28. O novo valor foi composto com um aumento superior a 7%. Os preços do etanol e gás veicular não sofreram aumento.
Os consumidores temem que o reajuste nos combustíveis acarrete o aumento em outros produtos. “Acredito que, a partir de agora, tudo vai subir de preço. Sempre acontece. O preço da gasolina já estava alto demais”, disse a dentista Priscila Pascelly. No momento em que Priscila abastecia o carro, o gerente do posto localizado na avenida Prudente de Morais autorizava a mudança nos valores cobrados nas bombas.
A alteração na precificação dos combustíveis foi decidida na última sexta-feira durante a reunião do conselho de administração da Petrobras e tem como objetivo assegurar que os indicadores de endividamento e alavancagem retornem aos limites estabelecidos no Plano de Negócios e Gestão 2013-2017 em até 24 meses, segundo divulgou a estatal.
A Petrobras não divulgou os parâmetros da metodologia de precificação, “por razões comerciais e por cumprimento a uma recomendação do Conselho de Administração”. A estatal esclareceu, no entanto, que os preços da gasolina e do diesel, sobre os quais incide o reajuste anunciado, não incluem os tributos federais Cide e PIS/Cofins e o tributo estadual ICMS.
A estatal também explicou que caberá ao próprio Conselho de Administração avaliar a eficácia da política de preços por meio da evolução dos indicadores de endividamento e alavancagem da Companhia e que o reajuste tem como objetivo equiparar o preço dos combustíveis no Brasil ao preço dos combustíveis praticado no exterior.
Esse é o segundo reajuste aprovado no ano. O último foi em janeiro deste ano, quando o preço da gasolina subiu, em média, 6,6%. O preço já havia sido reajustado em junho de 2012, quando o litro da gasolina subiu 7,83% e o do diesel, 3,94%.
Joana Lima
Postos em Natal amanheceram ontem com preço antigoO reajuste autorizado ontem para as distribuidoras de combustíveis não demorou para chegar às bombas dos postos de revenda na capital potiguar. No caso da
gasolina, o consumidor já está pagando por um reajuste duas vezes maior àquele previsto pela Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes (Fecombustíveis). Os preços foram modificados na manhã de ontem. Em alguns postos, a gasolina custa R$ 3,00 e o diesel R$ 2,46.
O preço para o consumidor foi elevado mesmo com o estoque de combustível cheio nos postos. Ou seja, a gasolina vendida ao natalense foi comprada pelos empresários sem reajuste. Na última sexta-feira, o Sindicato do Comércio Varejista dos Derivados de Petróleo do Rio Grande do Norte (Sindipostos/RN) afirmou que o aumento seria repassado pelos postos, na medida em que for repassado pelas distribuidoras. Não foi o que aconteceu.
O sindicato informou desconhecer se havia estoques nos postos capazes de evitar um aumento já nos próximos dias. A TRIBUNA DO NORTE foi em alguns postos e os gerentes dos locais informaram que os reservatórios estavam cheios. O Sindipostos/RN disse esperar uma queda no consumo de combustíveis em função da alta. Se depender do vendedor Gilvan Firmino, a expectativa será confirmada. “Tenho dois carros em casa, mas vou vender um deles. Com esse valor é preciso economizar. Não posso gastar tanto com gasolina”, disse.
A Fecombustíveis fez previsão de que o aumento da gasolina seria de no máximo 2% para a gasolina e 5% no caso do óleo diesel. Em Natal, esse aumento foi o dobro. A gasolina era comercializada a R$ 2,89. Com o novo preço, o aumento foi de 4%. Já o litro de óleo diesel era comercializado, em média, a R$ 2,28. O novo valor foi composto com um aumento superior a 7%. Os preços do etanol e gás veicular não sofreram aumento.
Os consumidores temem que o reajuste nos combustíveis acarrete o aumento em outros produtos. “Acredito que, a partir de agora, tudo vai subir de preço. Sempre acontece. O preço da gasolina já estava alto demais”, disse a dentista Priscila Pascelly. No momento em que Priscila abastecia o carro, o gerente do posto localizado na avenida Prudente de Morais autorizava a mudança nos valores cobrados nas bombas.
A alteração na precificação dos combustíveis foi decidida na última sexta-feira durante a reunião do conselho de administração da Petrobras e tem como objetivo assegurar que os indicadores de endividamento e alavancagem retornem aos limites estabelecidos no Plano de Negócios e Gestão 2013-2017 em até 24 meses, segundo divulgou a estatal.
Joana Lima
Mas logo começaram a reajustar o valor da gasolina e diesel
A Petrobras não divulgou os parâmetros da metodologia de precificação, “por razões comerciais e por cumprimento a uma recomendação do Conselho de Administração”. A estatal esclareceu, no entanto, que os preços da gasolina e do diesel, sobre os quais incide o reajuste anunciado, não incluem os tributos federais Cide e PIS/Cofins e o tributo estadual ICMS.
A estatal também explicou que caberá ao próprio Conselho de Administração avaliar a eficácia da política de preços por meio da evolução dos indicadores de endividamento e alavancagem da Companhia e que o reajuste tem como objetivo equiparar o preço dos combustíveis no Brasil ao preço dos combustíveis praticado no exterior.
Esse é o segundo reajuste aprovado no ano. O último foi em janeiro deste ano, quando o preço da gasolina subiu, em média, 6,6%. O preço já havia sido reajustado em junho de 2012, quando o litro da gasolina subiu 7,83% e o do diesel, 3,94%.
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