POR PRIMO · 02/06/2014
Juca Kfouri Por ROBERTO VIEIRA
Perdão.
Não foi o grande Nilton Santos.
Nem Júnior, nem Roberto Carlos.
Nem o pernambucano Rildo.
O maior lateral esquerdo do Brasil em Copas foi Marinho Chagas.
O único reverenciado em campo por um adversário: Krol.
O único a despertar sonho e admiração na seleção brasileira na Copa de 74.
O único a brincar de atacante num tempo de Zagalo.
Marinho que foi do Náutico ao Olimpo em dois anos.
Marinho agredido por Leão por tentar… vencer.
Marinho considerado lutador, gênio, mito em tempo de cinza chumbo.
Marinho que se foi para descansar em paz.
Após sofrimento e alegrias.
Após ser Mané e Enciclopédia num mesmo corpo.
Após ser Cosmos e Máquina, Alecrim e amigo do Petinha.
Para os amigos do defensivismo e da ortodoxia?
Irresponsável.
Para os amigos da bola?
A certeza de que Marinho está finalmente livre.
Livre dos esquemas táticos.
Livre da dor.
Livre para deslumbrar a eternidade.
Como fez em 1974 quando conquistou o mundo…
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