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Em entrevista ao Nominuto, treinador falou sobre o ABC, a carreira e suas preferências táticas. Rafael Araújo,
O ex-técnico do ABC, Toninho Cecílio, disse que tem convicção que poderia tirar o clube da situação delicada em que se encontra – atualmente, o alvinegro está no 18º lugar, dentro da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro da Série B. Em entrevista
exclusiva ao portal Nominuto.com, o treinador também falou sobre a sua carreira, preferências táticas e várias outras coisas.

RA - Desde que chegou ao ABC, você não conseguiu conquistar nenhuma vitória à frente do clube, o que você tem a dizer sobre isso?

TC - Todas as vezes que eu peguei clubes nessa situação eu consegui reverter. Com exceção do Criciúma, porém, na época estávamos na Série A e pegamos confrontos dificílimos contra os times que estavam na ponta da tabela. Com o Guaratinguetá, por exemplo, com a menor folha salarial da Série B, conseguimos reagir e mantê-lo na segunda divisão. Na ocasião, eu só perdi em aproveitamento para Chapecoense e Palmeiras, dois times que subiram. O Paraná eu peguei há três pontos do rebaixamento e deixei em décimo, com 14 jogos para acabar o campeonato e três meses de salários atrasados. O que está acontecendo aqui no ABC, para mim é uma situação nova, mas como disse, eu tenho capacidade para reagir com o clube.

TC - Eu acho que sim, pelo que consegui observar até agora, eu creio que devo jogar no 4-4-2 em losango, e as veze em linha, quatro linhas, duas linhas em paralelo e os dois atacantes. (Numa espécie de 4-2-2-2). Quando você faz duas linhas, você perde um pouco o poder de pressão. Já o losango, você preenche mais o meio de campo, mas dá mais espaço nas laterais para o adversário
Em entrevista ao Nominuto, treinador falou sobre o ABC, a carreira e suas preferências táticas. Rafael Araújo,
Apesar de suas preferências táticas, Toninho Cecílio revelou que ainda não achou o padrão ideal para o time do ABC.
exclusiva ao portal Nominuto.com, o treinador também falou sobre a sua carreira, preferências táticas e várias outras coisas.
Durante a entrevista, o ex-comandante alvinegro se mostrou muito consciente acerca da sua má campanha no alvinegro. No entanto, Toninho fez questão de ressaltar que já enfrentou situações semelhantes e conseguiu reverter o quadro.
“Todas as vezes que eu peguei clubes nessa situação eu consegui reverter. Com exceção do Criciúma, porém, na época estávamos na Série A e pegamos confrontos dificílimos contra os times que estavam na ponta da tabela” revelou Toninho Cecílio.
Em relação as preferências táticas, o treinador revelou que é adepto a 4-4-2 em losango, e com duas linhas de dois.Veja nas imagens abaixo. Apesar disso, o técnico revelou que as estratégias precisam ser definidas de acordo com cada elenco, e, segundo ele, o mesmo não conseguiu achar o padrão tático do ABC.
A seguir, confira os trechos da entrevista com Toninho Cecílio.
A seguir, confira os trechos da entrevista com Toninho Cecílio.
Rafael Araújo - Quais suas primeiras impressões sobre o ABC e o futebol do Rio Grande do Norte?
Toninho Cecílio - Em primeiro lugar, eu quero dizer que estou muito feliz em estar no ABC, pois o clube se insere no futebol brasileiro como sendo um dos mais tradicionais do nordeste. Eu já sabia disso antes mesmo de vir trabalhar aqui. É um clube com dirigentes honestos, sérios, e que está ai entre os 10 com melhores estruturas da Série B. Eu acho que se conseguir verba para fazer algumas melhorias, em termos de montar o elenco, o ABC está próximo de um dia chegar a Série A.
RA - O sonho da torcida é um dia chegar a Série A do Campeonato Brasileiro, você acha que atualmente, o ABC tem condições para isso?
TC - Isso já seria possível para esse ano, para o ano passado. Agora, a montagem do elenco ela tem uma importância de 70%, na minha opinião. Daí também tem a contribuição do treinador que está aqui – que passam por aqui. O técnico hoje não é só um cara que dá treinamentos. Ele precisa oferecer soluções para o clube com boas opções de contratações, por exemplo.
RA - A troca constante de treinadores nesta temporada pode ter prejudicado o ABC nesta temporada?
TC - Depende do treinador, como eu não conheço o trabalho dos que passaram por aqui a fundo, eu não posso falar sobre isso. As vezes tem treinadores chatos, que não sabem dar treinamentos, só dão coletivos – aí fica difícil. Eu sei que tem treinadores ruins, que não leem um livro, que não sabem dar treino – fazem o mesmo tipo de treinamento toda semana. Como eu não conheço, é difícil de falar, isso aí é com a diretoria.
RA - Desde que chegou ao ABC, você não conseguiu conquistar nenhuma vitória à frente do clube, o que você tem a dizer sobre isso?
TC - Eu não estou satisfeito comigo, eu gosto de dar mais resultado. Mas, eu tenho certeza que eu arrumo, não tenho dúvidas que se eu tiver sequência, eu vou conseguir tirar o ABC dessa situação.
RA - Quais as principais virtudes e carências do atual elenco do ABC?
TC - Eu sou um treinador muito leal, eu não gosto de criticar o meu elenco. O que eu posso dizer em relação a isso, é que é preciso ter um elenco mais encorpado. Precisamos ter pelo menos 15 jogadores brigando por posições em condição de igualdade. Isso é necessário para que nenhum atleta se acomode.
RA - Muito se especulou na imprensa durante essa semana, que você pode ser demitido caso perca amanhã para o Boa Esporte, como você enfrenta essa situação?
TC - O clube é grande e precisa reagir, então eu aceito essa situação – que é extremamente natural. Mas isso não interfere no meu trabalho, o que interfere são as necessidades de resultados melhores. Eu estou fazendo mudanças, para tentando achar um time que me dê mais resultados.
RA - Com essas mudanças, você já vê evolução na equipe?
TC - Sim, já tivemos evolução nos dois jogos fora, apesar do resultado não ter vindo. No confronto com o Botafogo, faltou um pouco de experiência dos nossos jogadores. Nessa última partida, nós cometemos muitos erros pontuais coletivos que foram determinantes para a derrota.
RA - O ABC encontra-se na zona de rebaixamento em uma situação delicada, em sua carreira de treinador, você já conseguiu reverter situações como essas?
TC - Todas as vezes que eu peguei clubes nessa situação eu consegui reverter. Com exceção do Criciúma, porém, na época estávamos na Série A e pegamos confrontos dificílimos contra os times que estavam na ponta da tabela. Com o Guaratinguetá, por exemplo, com a menor folha salarial da Série B, conseguimos reagir e mantê-lo na segunda divisão. Na ocasião, eu só perdi em aproveitamento para Chapecoense e Palmeiras, dois times que subiram. O Paraná eu peguei há três pontos do rebaixamento e deixei em décimo, com 14 jogos para acabar o campeonato e três meses de salários atrasados. O que está acontecendo aqui no ABC, para mim é uma situação nova, mas como disse, eu tenho capacidade para reagir com o clube.
RA - O alvinegro não vence em casa há vários jogos, você acha que isso pode estar afetando o psicológico dos jogadores?
TC - Isso é um aspecto que a gente leva em consideração, mas não tem tanto valor. Essa parte psicológica, o jogador profissional tem que saber lidar com isso. O que eu tenho trabalhado mais é a parte técnica e especifica – de decisão e atitude. É isso, o psicológico tem o seu lado, mas ele tem que ser colocado no seu devido lugar. A gente precisa é jogar futebol melhor.
RA - Em relação a formação tática, quais as suas preferências?
TC - Aqui eu ainda não achei minha formação adequada. Eu gosto de jogar mais ofensivamente, mas aqui no ABC eu comecei assim e não deu certo. A parte tática tem que ser adequada ao elenco. Primeiro você precisa saber as características dos teus jogadores para depois saber qual a formação que se encaixa melhor. Para você ter uma noção, quando cheguei aqui, percebi que eu tinha quatro laterais ofensivos (alas). O forte dos quatro não é a linha de quatro (parte defensiva), então eu tinha que prender três volantes para soltar os laterais. Agora, com a chegada do Ednei e do Rodrigo Biro, nós podemos mudar um pouco isso. Então, você tem que olhar a estratégia de acordo com as habilidades dos jogadores que você tem à disposição, não é tão simples assim.
RA - Como está hoje a parte tática do ABC, o time já tem um padrão a ser seguido?
TC - Não encontrei ainda o padrão tático. Esse padrão tático só vem com os resultados positivos. Eu posso dizer que hoje eu já estou conseguindo enxergar uma solidez mais defensiva. Nos dois primeiros jogos que eu tive em casa, por exemplo, eu fui extremamente ofensivo, mas eu já percebi que eu não posso ser tão ofensivo como os jogadores que eu tenho aqui. Pois, os meias que eu tenho jogam sozinhos no meio, com dois volantes atrás. Para ser mais agressivo, é preciso de meia de mais mobilidade. Então, por isso aí, eu já vi que não dá para ser tão ofensivo assim. Eu devo evitar esse tipo de formação. (Refere-se ao 4-2-3-1).
RA - Você já consegue visualizar alguma tática padrão para o clube?
TC - Eu acho que sim, pelo que consegui observar até agora, eu creio que devo jogar no 4-4-2 em losango, e as veze em linha, quatro linhas, duas linhas em paralelo e os dois atacantes. (Numa espécie de 4-2-2-2). Quando você faz duas linhas, você perde um pouco o poder de pressão. Já o losango, você preenche mais o meio de campo, mas dá mais espaço nas laterais para o adversário
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