O cientista político Daniel Menezes destaca em seu portal que o resto a pagar do Prefeito Carlos Eduardo ao final da sua terceira gestao(2012/2016), superam os deixados pela ex-prefeita Micarla de Souza. Segue:
As fontes são insuspeitas, caro leitor.
Leia a matéria do G1 veiculada 30 dias após o afastamento de Micarla de Sousa feito pela justiça (veja aqui).
Seleciono o trecho no qual o valor é mencionado: “A estimativa do prefeito Paulinho Freire, conforme relatório preliminar entregue ao Ministério Público em meados de novembro, é que a próxima gestão assuma
dívidas de ‘restos a pagar’ da ordem de R$ 150 milhões.”
O valor seria semelhante ao deixado pelo prefeito Carlos Eduardo Alves, de acordo com reportagem publicada pelo jornal Valor Econômico (veja aqui).
Com um detalhe nada desprezível. Os dados produzidos sobre a gestão de Micarla de Sousa foram gerados por auditoria acompanhada pelo ministério público. No caso de Carlos Eduardo Alves, os números são da própria Prefeitura do Natal, que não considerou o fato de ter feito uso de recursos de 2017 para quitar dívidas de 2016, o que Micarla de Sousa não teve direito. Aproximadamente, 30 milhões foram subtraídos do próximo mandato, de acordo com o controlador geral do município, numa operação tipificada como ilegal, conforme TCE e Ministério Público de Contas.
Além dos 30 milhões, os restos a pagar de 150 milhões, quando somados aos salários de dezembro em aberto, pois a prefeitura começará 2017 com esse passivo (apenas 16 milhões da folha foram pagos de um total bruto de 71 milhões), serão superiores aos deixados por Micarla de Sousa, mesmo com correções inflacionárias. Micarla não chegou a atrasar os vencimentos dos servidores.
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