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Por que vêm e vão eleições, porém não ocorre nenhuma mudança significativa no cenário político? Por que os mesmos grupos se alternam no poder, enquanto a
população mendiga serviços de última qualidade na saúde, na educação e na segurança? A principal razão desse continuísmo é o eleitor, que negocia seu voto sem avaliar as consequências de seu ato em médio e longo prazos.
população mendiga serviços de última qualidade na saúde, na educação e na segurança? A principal razão desse continuísmo é o eleitor, que negocia seu voto sem avaliar as consequências de seu ato em médio e longo prazos.
Os políticos que se dão bem nas eleições,usam outra lógica para conquistar o voto: apostam na corrupção. Partem do pressuposto que cada eleitor tem seu preço. E sabem, como ninguém, usar a isca adequada.
Discurso, corpo a corpo e propostas não ganham eleição. O que ganha é dinheiro, e muito. Na hora em que um candidato se aproxima do eleitor para conversar, a primeira coisa que ouve é: “O que eu vou receber?” “Quanto o senhor tem para me dar?” É lamentável, mas essa é a realidade do nosso processo eleitoral.
O eleitor não quer ouvir propostas nem está interessado na biografia do candidato. A preocupação é receber o seu quinhão antes do pleito. Para justificar sua atitude, usa a seguinte lógica: “Se eu não receber agora, nunca mais!” Desgraçadamente se esquece de que, nos próximos quatro anos, vai precisar dos serviços públicos, mas não vai tê-los; e, se os tiver, serão da pior qualidade.
Os políticos vitoriosos mantêm um grupo fiel sob seu domínio durante os quatro anos de mandato, alimentando-o com programas assistencialistas que garantem um retorno certo em forma de voto na corrida eleitoral posterior. Algumas dessas pessoas ganham um, dois ou três ou mais salários mínimos por mês sem precisar dar nenhuma contrapartida em serviço. A atitude desses políticos se assemelha à dos pescadores experientes, que alimentam os peixes, por um determinado tempo, para, depois, fisgá-los com facilidade.
É por isso que vemos pouco investimento nas áreas vitais dos serviços públicos. Por que se preocupar com isso, se a maioria dos eleitores não se importa? Por que trabalhar duro para prestar um serviço de qualidade, se o que dá voto é o dinheiro? Essa é a lógica daqueles que se mantêm no poder a cada nova eleição. Enquanto isso, faltam leitos, médicos, equipamentos e remédios nos hospitais; tetos desabam sobre a cabeça de alunos, merenda e material didático não chegam às escolas e os trabalhadores em educação vivem sem perspectiva de melhoria salarial e de condições de trabalho, e ainda são chamados de “vagabundos e mercenários”.
Não podemos culpar apenas os políticos pela falência dos serviços públicos. A culpa maior é daqueles que votam a troco de favores imediatistas, por ignorância, miséria, dependência e, sobretudo, pelo prazer de “se dar bem”, fechando os olhos para o caos social decorrente de sua atitude egoísta.
Mas felizmente aqui em Marcelino Vieira a maior parte dos eleitores estão se dando conta de que este não é o melhor caminho, e a maior prova disto foi as últimas eleições em 2012,esperamos que isto se mantenha agora nas eleições de 2014 o que fica caracterizado um belo exemplo de democracia e cidadania.
Fonte: Professor vieirense Levino Lacerda
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